10/10/2018

CHEGOU NOVA EDIÇÃO DE "O Bndeirante"

O BANDEIRANTE - nº 311 - outubro de 2018

(clique na capa abaixo para fazer download)



Na edição nº 311  do jornal "O BANDEIRANTE"  você encontrará o noticiário do período e na parte literária os textos em prosa e verso destes escritores: Manoel de Jesus de Sousa Lisboa, Sérgio Pelegrini Marun, Camilo José de Sousa, Carlos Augusto Ferreira Galvão, José Francisco Ferraz Luz e Helio Begliomini.

ACOMPANHE  os eventos comemorativos dos 30 anos de SOBRAMES.

O jornal O BANDEIRANTE é interativo: através dos links da edição em PDF 
você terá acesso a outras informações sobre os eventos e atividades da Sobrames-SP
noticiados nessa edição.

08/10/2018

HOMENAGEM A RODOLPHO CIVILE

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A  SOBRAMES SP se entristece com o falecimento do querido Rodolpho Civile, um dos mais atuantes sobramistas que sempre alegrava as Pizzas Literárias com sua simpatia e  suas interessantes crônicas. Seu nome já está registrado como patrono do Prêmio de Assiduidade e como exemplo de fraternidade e otimismo.


RODOLPHO CIVILE
O CRONISTA ALEGRE DO BEXIGA


Dentre os amados confrades sobramistas
hoje um se destaca com real valor.
No peito, a ternura... Na alma, um cronista
que retrata a lida com toque de humor.

Contos que alegram a Pizza Literária,
encontro mensal que a Sobrames convida.
Seus casos encenam a leveza operária
de um bairro paulista chamado Bexiga.

Quem não se lembra do Nicola, o barbeiro,
bichano no cinema, calabrês, Yayá?
Corcunda e o cabreiro, Calixto, o cocheiro,
Machadinho, elefantes e muito mais...

Ao lado do amor da fiel companheira,
do interior se desloca pra capital.
Um brilho nos olhos: Chegou quinta-feira!
Superando a idade, se faz jovial.

Esquece o cansaço, nem pensa no sono,
sabe que feliz se mantém a memória.
Da vida é assíduo. Do Prêmio é patrono.
Registro do sim nos anais da história.

Rodolpho Civile imprime seu nome
na Sociedade, nas atas, nos livros
e nos corações que seu exemplo comove
na tão grande honra de ser seu amigo...

Poema escrito por Márcia Etelli Coelho em 2015 em comemoração ao seu aniversário.

07/10/2018

OLHO DE ELEFANTE



“De Viena pulei para Berlim. Embora Buda tivesse apagado muitas das minhas sedes íntimas, não conseguiu extinguir a sede de ver o maior número possível de lugares da terra e dos mares. Ele me dera o que ele mesmo chamou de “olho de elefante”, a capacidade de ver todas as coisas como se fosse a primeira vez e saúda-las, de ver todas as coisas como se fosse a última vez e dizer-lhes adeus.” - Nikos Kazantzakis (1885-1957) - (“Relatório para Greco”)


Por muitos anos venho guardando lembrança da prodigiosa memória de uma amiga de meu pai. Amiga de circo.

O circo ocupou por semanas o terreno baldio próximo à nossa casa. Eu era bem pequena, e tudo era um deslumbramento. O circo chegava com estrépito, um desfile com artistas e animais pela cidade, música empolgante, a montagem da lona. Podíamos conviver com o dia-a-dia dos artistas. Víamos como eram feitas as cornucópias azuis de papel, com rendas e laços, cheios de doces, que eram vendidas à noite, no espetáculo, com canudinhos de amendoim, pipocas e pirulitos de tábua. Víamos também a higiene, a alimentação e o treinamento dos bichos. Eram boas pessoas, tratavam bem os animais. Aprendíamos sobre a vida nômade, nos “traillers” e tendas, como se arrumava a serragem e a palha de arroz, como se faziam as roupagens. Para a nossa surpresa, as crianças estudavam, freqüentavam escolas por onde passavam, e os pais acompanhavam seus estudos, assim como os treinos do circo. Assistíamos aos treinos, eles não se importavam. Bem sabiam que era à noite que a mágica acontecia: homens e mulheres comuns transformavam-se em palhaços, trapezistas, equilibristas, com roupas coloridas e brilhantes.

Era inverno. A temperatura caíra a menos de 5° C e o circo ficava próximo ao rio. Meus pais falaram com eles, as crianças menores foram convidadas a dormirem no quarto grande que eu dividia com minha irmã. Foi assim que me tornei amiga de uma garotinha de franja e cabelos lisos, que regulava comigo de idade. Ela contava histórias sobre o circo, e nós brincávamos muito. Minha mãe contava histórias à noite, mas de dia aproveitava para ensinar a nós duas português e matemática. Foi assim também que meu pai tornou-se amigo do dono do circo. Sempre achei meu pai, que era piloto, herói condecorado, muito fechado e sério, e foi uma boa surpresa vê-lo rindo, contando histórias, e até falando numa língua que eu não conhecia. Ele dizia apreciar a tenacidade da gente de circo, vencendo um desafio a cada dia. Assim os homens ficavam conversando por muito tempo, próximos à elefanta, que ficava numa espécie de dança, presa pela pata por correntes. Ela queria atenção. Meu pai levava amendoins, falava com ela, que se afeiçoou bastante a ele. Tento, agora, lembrar o nome da elefanta, mas só me lembro bem do seu olhar arguto, fixo. Perguntei a quem poderia me dizer, ninguém se recordou do nome dela. Vou, então, chamá-la aqui de Lia. O som desse nome parece-me ser o mais próximo.

Estudei os elefantes depois disso: que animais fantásticos! São os maiores quadrúpedes que existem. Neles, o nariz e o lábio superior vêm unidos, formando a tromba, com função olfativa, que serve para obter água, pegar objetos pesados como uma pessoa ou leves como um palito. São surpreendentemente delicados e preciosos. Lia era de origem asiática, talvez da Índia ou do Ceilão (“Elephas maximus”), uma fêmea (“aliya”, em cingalês) com mais ou menos sete anos, cerca de três toneladas, incisos curtos (presas de marfim), e problemas recorrentes de pele.

Parentes longínquos dos mamutes e mastodontes, os elefantes evoluíram sendo sociáveis. Às vezes vistos no Ocidente como símbolos de peso e lentidão, no Oriente o simbolismo é outro: força e potência (“mâtangi”), longevidade, prosperidade. Chamados “Ga-já”, são considerados as cariátides (suporte) do Universo, as montarias de deuses e reis, e também, por serem arredondados e de cor cinza, o símbolo das nuvens que trazem chuvas. Ganesha, o filho de Shiva, é representado na Índia com cabeça de elefante.

Várias lendas falam do horror dos elefantes a ratos (porque lhe roem as patas) e de sua prodigiosa memória. Nas aventuras de Simbad, o marujo, elefantes mostram ao caçador seu cemitério repleto de marfim, para que ele pare de persegui-los e mata-los apenas por suas presas.

Na Idade Média ocidental os elefantes foram associados à sabedoria, à temperança, à eternidade e à castidade, isso porque Aristóteles, séculos atrás, teria dito que eles se mantêm fiéis durante a prenhez de quase dois anos das fêmeas.

O circo voltou à cidade uns dois anos depois. Minha amiguinha havia crescido e treinava para ser equilibrista. O circo prosperara, lona nova, novos animais, números diferentes: globo da morte, cavalos, uma peça teatral...

Meu pai viajara, chegou no dia da estréia, quase na hora do espetáculo. Como de costume, trouxera livros e eu tive que insistir para que largasse deles e me levasse ao circo. Minha amiguinha se equilibraria na grande bola cheia de estrelas! Ficamos próximos ao picadeiro, e eu estava impaciente.

Depois de alguns números, o homem de cartola anunciou o elefante. Banquetas foram posicionadas, o elefante entrou em cena. Olhando bem, era uma fêmea. Olhando melhor ainda, que boa surpresa, era Lia! Que bom encontrar uma velha amiga, eu pensei, vou passear de elefante outra vez. Quando vieram os aplausos para a primeira parte do número, meu pai se levantou: “ – Bravo, Lia!”

E, de repente, ela  o olhou.

Parou de fazer seu número, levantou a tromba e barriu, um alto e estranho som que se sobrepôs à música do espetáculo, e deixou as pessoas em sobressalto, inclusive o domador e a moça de maiô laranja cintilante que já ia subir pelas suas patas. O que teria acontecido? 

Lia movia-se bem rápido para uma criatura tão grande, e avançava com toda determinação em direção às arquibancadas. As pessoas recuaram, cadeiras voavam nos camarotes, mas, subitamente, Lia parou, e, delicadamente, pôs a tromba no ombro esquerdo de meu pai. Coincidentemente ou não, ele estava com amendoins, e os deu a ela. Enquanto Lia pegava os amendoins, a platéia passou do pasmo ao aplauso. De pé! Meu pai sorria, e logo ela voltou sossegadamente ao picadeiro, e completou sua função.

Dessa vez, o circo não ficou tanto tempo na cidade. Estava quente, e a temporada prometia. Meu pai sempre ia lá para conversar, e agradava Lia com amendoins. Quis até comprá-la: minha mãe, irritadíssima, perguntou a ele se sabia o preço de um elefante e o custo de mantê-lo...

Quando o circo levantou lona e se foi, meu pai assistiu a partida da varanda, com seu cachimbo favorito, disfarçando muito bem a comoção. Passando por nós, Lia levantou a tromba e barriu, e só não voltou porque o domador a impediu. Mesmo assim, olhou para trás. 

— É a última vez que a vejo,- ele disse.

— Pai, o circo volta, -  respondi.

Tempos depois, um trabalhador contratado para uma empreitada na cidade contou no bar que havia ajudado a cavar o maior buraco que qualquer um já tinha visto, para um elefante morto. Então soubemos que Lia havia sofrido um acidente durante uma tempestade, tocando com a tromba um fio de alta tensão.

Como sempre, em horas como essa, eu e meu pai não dizíamos uma só palavra ponto. 

Compartilhávamos longos silêncios. Dessa vez, no entanto, brilhou em meu pai o “olho de elefante”, que pressentiu a morte da amiga e em seu coração lhe disse adeus.

06/10/2018

DESTINO DE FOCA



I
Foi despertado do torpor pelo som estridente da campainha. Respirava com dificuldade. Tentou mover-se, mas os membros não encontraram apoio e sentiu-se oscilando como um pêndulo. Uma dor excruciante dava a impressão de que sua cabeça estava sendo arrancada. Desesperado, abriu os olhos e levou as mãos ao pescoço; só então se avivou a lembrança do que tinha ocorrido.

II
Sempre agiu com retidão; intuitivamente, concebeu normas de conduta que convergiam para os preceitos de Ulpiano: “Viver honestamente, não prejudicar ninguém e dar a cada um o que lhe pertence.” Viveu honestamente e foi vítima de toda sorte de esperteza, nunca prejudicou ninguém e viu-se maltratado até pelos que mais amava, empenhou-se em dar a cada pessoa o que lhe era devido e recebeu bem menos do que merecia. Desgostoso, alimentou o desejo de sumir do mundo.
Primeiro anteviu um desfecho heroico, morreria de arma na mão, levando consigo um punhado de políticos infames; porém foi demovido desse intento pela convicção de que, fazendo assim, beneficiaria a sociedade que o renegava. Indispôs-se então com a sociedade e passou a imaginar-se atentando contra a multidão. Finalmente, abandonou esse devaneio odioso ao concluir que o verdadeiro culpado era Deus, por ter criado a humanidade. Aprofundando a reflexão, lembrou-se de um documentário sobre as orcas; nele, uma foca era arremessada longe repetidas vezes antes de ser devorada. Vislumbrou nessa cena a metáfora representativa de sua vida e pensou: “Deus é a orca, eu sou a foca; brinca com meu sofrimento, tortura-me antes de acabar comigo! Julga-se todo-poderoso, mas não tem o poder de manter-me vivo se eu não quiser. Meu suicídio será uma desforra contra quem me criou para sofrer!”
Estava resolvido, diria não aos desígnios divinos pondo fim à vida. Por tratar-se de uma contenda com Deus, buscou inspiração na Bíblia: tal como Aitofel e Judas, decidiu enforcar-se.

III
Ficou perplexo ao constatar que ainda vivia. Na parede, o relógio atestava ter transcorrido quase meia hora desde que havia derrubado a cadeira sobre a qual se pôs de pé com o laço no pescoço. Pensava em fazer algo para apressar a morte quando sentiu um cheiro forte de fezes e urina; teve então um sobressalto, sem dúvida o fedor vinha dele. Não previu que o enforcamento podia causar incontinência das vísceras excretoras; ao matar-se, tencionava exibir uma dignidade socrática, mas como fazê-lo exalando a fetidez de dejeções? Perante seu bostífero cadáver, o asco se juntaria ao desprezo; não admitia passar por tal vexame, não admitia sujeitar-se a tanta humilhação, nem depois de morto. Decidiu, portanto, retroceder. Após árduas tentativas, convenceu-se da impossibilidade de desfazer o nó. A corda estava atada na coluna de um mezanino; pensou em usá-la para subir, porém se esforçou em vão, não lhe restava vigor físico para tanto. Julgou por fim que, balançando o corpo, podia alcançar uma pequena mesa e arrastá-la com os pés para perto de si; pôs-se a oscilar ao longo de arcos cada vez maiores e estava prestes a tocar o tampo do móvel, no entanto sentiu que o ar lhe faltava, pois havia retesado o laço quando tomou impulso. Largou-se inerte. O vai e vem da oscilação trouxe-lhe à mente a cena da foca sendo jogada de um lado para outro; buscando entender por que continuava vivo, concluiu que não decidia sequer quanto à sua morte e lançou ao Céu um pedido de clemência. Naquele instante, conformou-se com seu destino de foca.

IV
A encarregada da limpeza tocou a campainha insistentemente, ninguém atendeu. Tornou a fazê-lo algum tempo após e também não obteve resposta; decidiu então olhar através de uma vidraça. Nunca esquecerá a cena horrenda; quando seus olhos se acostumaram com a luz escassa e distinguiram o corpo que pendia no meio da sala, ela gritou.
Para surpresa de todos, o enforcado ainda vivia; o socorro chegou logo depois de ter perdido os sentidos pela segunda vez.

V
Com o entusiasmo típico dos que estão iniciando, a jovem médica falou:
— Foi um milagre. Ficou longo tempo pendurado com a corda no pescoço, mas está vivo e sem sequelas!
— Os milagres são filhos da ingenuidade, doutora; são justificativas dos tolos para aquilo que não sabem explicar — retrucou com ar professoral o cirurgião responsável pela enfermaria. — Houve época em que era comum o enforcado passar por demorada agonia antes de morrer; às vezes, o carrasco buscava abreviar-lhe o sofrimento tracionando vigorosamente suas pernas para baixo. Há relatos de condenados que sobreviveram e foram enforcados novamente. Ante a possibilidade de o criminoso permanecer vivo, algumas autoridades ordenavam que, depois de ser retirado da forca, ele fosse decapitado ou tivesse o coração extraído do peito. Coube à Medicina tornar o enforcamento mais eficiente, garantindo morte rápida e menos sofrida.
— O que disse? O conhecimento médico foi usado com intenção de matar?
— Por que a surpresa? Quem tem mais intimidade com a morte do que um médico? Dou-te como exemplo o doutor Guillotin, que persuadiu os revolucionários franceses a adotarem a guilhotina, máquina de matar que lhe eternizou o nome; esse piedoso médico possibilitou que milhares de pessoas fossem executadas de forma menos cruel, pois o enforcamento não garantia morte imediata e, dependendo da habilidade do carrasco, a decapitação por machado ou espada podia requerer vários golpes.
— Como os médicos contribuíram para tornar o enforcamento menos terrível?
— As recomendações versam essencialmente sobre o tamanho da queda e a posição do nó. Durante o enforcamento, a força imposta à corda deve ser aplicada de modo instantâneo e com intensidade que possibilite matar sem decapitação, poupando a plateia de ver a cabeça ser brutalmente arrancada do corpo; isso é feito submetendo o condenado a uma queda cuja extensão é ditada pelo comprimento da corda e pode ser inferida a partir de tabelas que levam em consideração o peso corpóreo. Por outro lado, estudos necroscópicos definiram que o nó deve ser posicionado sob o queixo, pois assim a cabeça é forçada para trás, resultando em fratura da coluna vertebral. É improvável que um suicida planeje seu enforcamento em conformidade com diretrizes cientificamente definidas; afirmo, portanto, que não houve milagre, teu paciente sobreviveu porque não teve competência para matar-se. Estás de acordo?
Com um meneio de cabeça, ela respondeu afirmativamente; porém as pessoas próximas ouviram-na sussurrar:
— Foi milagre sim, o Todo-Poderoso decretou que sobrevivesse...

LUIZ COUTINHO DIAS FILHO
PROSA VENCEDORA DO TROFÉU "O SABIÁ"
XXVII CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES

RITMO


o dia abre as pálpebras
da cidade

outdoors despejam desejos
na avenida

pernas carregam urgências
de manhãs

carros atravessam paisagens
das calçadas

os relógios paralisam a tarde
na praça

pombos de fuligem pisam
flores de pedra

flashes de estrelas flagram
nuvens de solidão

a lua migra cheia
de olhos

JOSÉ RAFAEL DE OLIVEIRA
POESIA VENCEDORA DO TROFÉU "O SABIÁ"
XXVII CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES


03/10/2018

APM DIVULGA SOBRAMES



Foi publicada na edição nº 145 (setembro 2018) da Revista APM - REGIONAL PIRACICABA, uma entrevista concedida por Márcia Etelli Coelho sobre a SOBRAMES-SP. Mais uma ótima divulgação de nossa regional. Para baixar a revista em seu computador ou para ler na tela, clique na imagem de capa acima, ou neste link: 


A matéria poderá ser lida nas páginas 12 e 13.  

01/10/2018

XXVII CONGRESSO SOBRAMES


Ver a imagem de origem

Literatura e tradição.

Este foi o tema do XXVII Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - SOBRAMES realizado de 20 a 22 de setembro de 2018 em São Luís, cidade histórica do Maranhão, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Mundial.


           O evento destacou a organização de Márcia da Silva Sousa (presidente da regional do Maranhão), Arquimedes Viegas Vale (presidente do Congresso) e de Josyanne Rita de Arruda Franco (presidente nacional da SOBRAMES).  
E contou com a participação de 117 pessoas, sendo 63 sobramistas de 12 regionais com 49 acompanhantes, além dos convidados de Portugal, Moçambique, Uruguai e Macau, promovendo uma grande confraternização e valorização da literatura lusófona.
O premiado "Coral de São João" sob a regência de Fernando Xerém, abrilhantou a abertura do Congresso com trechos emocionantes do cancioneiro popular.
As sessões literárias ocorreram no anfiteatro do Gran São Luís Hotel com  apresentação dos trabalhos inscritos em prosa e em versos. É sempre gratificante escutar textos lidos pelos próprios autores e perceber o brilho no olhar de cada um deles pela satisfação do compartilhamento. Os textos dos mais variados estilos e temas acarretaram entusiasmados aplausos, comprovando que é possível não apenas respeitar as diferenças, mas também apreciá-las.
Todos os 124 textos apresentados foram publicados nos Anais do Congresso e entregue a cada particpante.
Em qual evento se consegue ler um livro inteiro com a interpretação de seus próprios autores?
Antes de cada sessão literária alguns sobramistas proferiram palestras: José Maria Chaves ("O Humor na Literatura Nordestina"), José Rafael de Oliveira ("A Razão da Poesia"), Márcia Etelli Coelho ("Verdadeiros Autores de Textos Famosos"), Antônio de Pádua Silva Sousa ("João Mohana") e Antônio Norberto ("Sobre a Morte").
Durante o coffee break, os participantes puderam expor seus livros e apreciar uma belíssima exposição de artes plásticas regionais.
Como neste mês de setembro a regional São Paulo da SOBRAMES comemorou 30 anos de fundação, o Jubileu de Pérola foi marcado com uma delicada  distribuição de mensagens poéticas dos sobramistas paulistas.  
A presidente nacional da SOBRAMES, Josyanne Rita de Arruda Franco, a fim de marcar a tônica agregadora de sua gestão, presenteou todos os sobramistas com o livro "Universo Literário" onde se registram textos de membros diretores das regionais.
O Congresso também aproveitou para realizar uma Assembleia com eleição da nova diretoria da SOBRAMES para o biênio 2019-2020 que terá o Dr. Arquimedes Viegas Vale como presidente.
Depois desse compromisso estatutário, os sobramistas e acompanhantes aproveitaram um passeio turístico que encantou pelo conjunto arquitetônico de casarões "tombados" de azulejaria colonial, pelo registro histórico dos museus e pela beleza do artesanato local.
Na Cerimônia de Encerramento foi possível apreciar a magia do bumba-meu- boi que, ao descer as escadarias do salão Villa Reale em companhia de dançarinos, iniciou uma animada festa dançante.
O Congresso concedeu o Troféu "O Sabiá" aos primeiros classificados entre os textos inscritos e apresentados nas sessões literárias: José Rafael de Oliveira (MA) com a poesia "Ritmo" e Luis Coutinho Dias Filho (PE) com a prosa "Destino de Foca".
O Troféu, confeccionado especialmente para o evento, homenageou o poeta Gonçalves Dias, um dos nomes mais consagrados do Maranhão.
A sobramista paulista Alitta Costa Reis recebeu a medalha de Menção Honrosa pelo conto "Olho de Elefante". 
Ao final do Congresso, todos sentiram-se premiados pelo privilégio de vivenciar alguns dias plenos de literatura e de tradição. Momentos que permanecerão registrados nos Anais, nas fotografias e nas lembranças dos muitos sorrisos e abraços afetuosamente compartilhados.

07/09/2018

CHEGOU MAIS UMA EDIÇÃO DE "O BANDEIRANTE"

O BANDEIRANTE - nº 310 - setembro de 2018

(clique na capa abaixo para fazer download)



Na edição nº 310  do jornal "O BANDEIRANTE"  você encontrará o noticiário do período e na parte literária os textos em prosa e verso destes escritores: Walter Whitton Harris, Alcione Alcântara Gonçalves, José Jucovsky, Mélida Francisca Velasco Cassanello, Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini e Sônia Regina Andruskevicius de Castro.

ACOMPANHE  os eventos comemorativos dos 30 anos de SOBRAMES.

O jornal O BANDEIRANTE é interativo: através dos links da edição em PDF 
você terá acesso a outras informações sobre os eventos e atividades da Sobrames-SP
noticiados nessa edição.

09/08/2018

LEIA "O BANDEIRANTE" DE AGOSTO DE 2018

O BANDEIRANTE - nº 309 - Agosto de 2018

(clique na capa abaixo para fazer download)


Na edição nº 309  do jornal "O BANDEIRANTE"  você encontrará o noticiário do período e na parte literária os textos em prosa e verso destes escritores: Alitta Guimarães Costa Reis, Roberto Antônio Aniche, Mércia Lúcia de Melo Neves Chade, Vera Lúcia Teixeira, Amália Pelcerman e Evandro Guimarães de Sousa.

ACOMPANHE  os eventos comemorativos dos 30 anos de SOBRAMES.

O jornal O BANDEIRANTE é interativo: através dos links da edição em PDF 
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noticiados nessa edição.

13/07/2018

O BANDEIRANTE CHEGOU

O BANDEIRANTE - nº 308 - Julho de 2018

(clique na capa abaixo para fazer download)


Na edição nº 308  do jornal "O BANDEIRANTE"  você encontrará o noticiário do período e na parte literária os textos em prosa e verso destes escritores: José Hugo de Lins Pessoa, Carlos José Benatti, Josyanne Rita de Arruda Franco, Nelson Jacintho, Maria Gertrudes Vagliengo Focássio e Manlio Mario Marco Napoli.

ACOMPANHE  os eventos comemorativos dos 30 anos de SOBRAMES.

O jornal O BANDEIRANTE é interativo: através dos links da edição em PDF 
você terá acesso a outras informações sobre os eventos e atividades da Sobrames-SP
noticiados nessa edição.

02/07/2018

EDITAL - ELEIÇÕES DA DIRETORIA BIÊNIO 2019/2020


Acontecerão no dia 27 de setembro de 2018, em Assembleia Geral Ordinária a ser convocada, as eleições para a nova diretoria da Sobrames-SP para o biênio 2019/2020. A inscrição de chapas completas, conforme art. 34 a 41 do Estatuto (disponível no BLOG da entidade), deverá ser feita impreterivelmente até o dia 1º de agosto de 2018. Convidamos a todos para participarem deste
importante processo eleitoral.

06/06/2018

O BANDEIRANTE - nº 307 - Junho de 2018

(clique na capa abaixo para fazer download)

Na edição nº 307  do jornal "O BANDEIRANTE"  você encontrará o noticiário do período e na parte literária os textos em prosa e verso destes escritores: Marcos Gimenes Salun, Sérgio Perazzo, Luiz Jorge Ferreira, Silvana de Azevedo Brito, Aline Andruskevicius de Castro e Lúcia Edwiges Narbot, Ermetice .

ACOMPANHE  os eventos comemorativos dos 30 anos de SOBRAMES.

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noticiados nessa edição.

18/05/2018

SOMBRAS


por: Marcos Gimenes Salun
Vencedor do "Prêmio Bernardo de Oliveira Martins" - 2016/2017

Uma luz atravessa a janela entreaberta
esparrama o silêncio
que é tudo.

Na mudez solitária de um quarto vazio
há medo da sombra
que é nada.

Há um toque calado do claro atrevido
que vem da janela.
Quietude.
        
Espairece o vazio da densa agonia
do medo incontido
que afoga.

Renasce a coragem e vem um alento
da luz da janela
que é lua.


RIO SECO


por: Luiz Jorge Ferreira
1ª Menção Honrosa no "Prêmio Bernardo de Oliveira Martins" - 2016/2017

Este rio que nasce de mim não tem margem
Não tem carne nem neles peixes se amontoam 
Não barulha nem ondula nem marulha
 se arrasta como um cego
tateando as entranhas da terra
Onde ele irá não sei
Sei onde cheguei.

Pelas lentes de Graça Tuma.
Vejo o Rio.
Vejo Rita... vejo Moreira...
E outros amados meninos e meninas.
Que o nome  não descrevo 
Porque não me atrevo a lhes acordar do sono.

Onde anda Telma
Subiu nas telhas?
Abaixou-se detrás de estrelas.
Ou simplesmente gastou a fala
Dizendo versos.

NO RÁDIO DO CARRO


por: Sérgio Perazzo
2ª Menção Honrosa no "Prêmio Bernardo de Oliveira Martins" - 2016/2017


Enquanto esperava a morte,
o ônibus passou de luzes apagadas
entre dois postes.
Não sei se azar ou sorte.
Não foi dessa vez,
pensou e repensou
imagens requentadas.

Ser ou não ser passageiro dessa carga,
dessa aventura amarga,
desse sol de condenados,
sentenciados a cumprir
tais desígnios dessa vida,
da vida de todo mundo,
a distrair em vão tais pensamentos
nos corredores dos shoppings,
nas minisséries da televisão,
só para listar o comum
entre mil alternativas
de fundo despistamento,
de maquiagem social,
de cruzamento entrecortado
de mensagens de whatsappes
teclando por si mesmas
neste intervalo, neste intermédio,
qual praga sem vacina
e sem remédio.

Qual semente, ainda por germinar,
germinar o grão
e do grão fazer brotar farinha
e pão.

Florescer a flor de cáctus
apesar dos espinhos, das carcaças,
das queixadas de gado
espalhadas a quatro ventos.
Apesar do cerrado.
Apesar do sertão.

Apesar do deserto,
da nostalgia de mar,
trem da saudade
sem trilho ou dormente.
Apesar da escassa chuva,
do sol inclemente
que tudo resseca
no âmago da anima,
anima mundi,
alma visceral,
terra arrasada,
terra ferida que grita
e que berra,
terra poupada
dos saques
e dos vestígios,
espólios,
de guerra.

Não foi dessa vez,
nem será da próxima
ou da última, talvez,
mesmo porque ainda
falta ouvir e acalentar
um resto de música
no rádio do carro,
como um escarro
preso na garganta,
preso no desprezo
do desapego,
do desafeto,
no malfeito
em que me deito,
tocando pelo avesso
o fundo do peito.

16/05/2018

Lançamento: "OS PREMIADOS - PRÊMIO BERNARDO DE OLIVEIRA MARTINS"

AGORA É A VEZ DA POESIA

Em 2018 a Regional São Paulo está comemorando Jubileu de Pérola: 
30 anos de fundação e de vida literária intensa e produtiva!
Continuando as festividades, temos a honra de informar o lançamento, 
na Pizza Literária do dia 19 de maio, do livro
OS PREMIADOS - Prêmio Bernardo de Oliveira Martins”,
que contempla a história do concurso que premia anualmente a melhor poesia, todos os textos já premiados e tudo sobre quem já conquistou esse certame.

O livro é vendido sob encomenda dos interessados. Valor: R$ 40,00



UM LIVRO PARA FICAR NA HISTÓRIA
 O livro é uma produção da RUMO EDITORIAL e tem as seguintes características:
216 páginas em papel pólen / Tamanho 14,0 x 21,0 cm
Capa colorida com orelhas 
 Editora: Rumo Editorial / ISBN 978-85-60380-59-6
 Organizador: Marcos Gimenes Salun
Prefácio: Josyanne Rita de Arruda Franco

AUTORES PREMIADOS INTEGRANTES DO LIVRO
Alcione Alcântara Gonçalves / Aldo Miletto / Edson Batista de Lima / Geovah Paulo da Cruz / Grazielle Martins Peixoto de Oliveira / Hildette Rangel Enger /
Jacyra da Costa Funfas / José Jucovsky / José Carlos Gonzales / José Rodrigues Louzã /Josyanne Rita de Arruda Franco / Karin Schmidt Rodrigues Massaro / 
Luiz Jorge Ferreira / Márcia Etelli Coelho / Marcos Gimenes Salun / Marcos Roberto dos Santos Ramasco /Roberto Caetano Miraglia / Sérgio Perazzo

CONTEÚDO
O livro é composto de cinco capítulos contendo: 
CAP.1 - A íntegra de todos os textos literários premiados; 
CAP.2 - Uma pequena biografia dos 18 autores premiados, com foto; 
CAP.3 - Ficha técnica das 19 edições já realizadas, indicando os vencedores de cada concurso, nome dos jurados, quantidade de textos participantes, tabelas, etc.; 
CAP.4 - Pequena biografia (ilustrada) do patrono do prêmio, Dr. Bernardo de Oliveira Martins; 
CAP.5 - Breve histórico e regulamento do concurso.

AQUISIÇÕES
A obra será vendida sob encomenda dos interessados. O custo de cada exemplar será de
R$ 40,00 no dia do lançamento. Vendas posteriores serão atendidas por encomenda direta ao editor e entregues nas Pizzas Literárias. O custo será o mesmo, para qualquer quantidade pedida.  Para entrega pelo correio será acrescida a tarifa de postagem ao preço em vigor.

 O livro está à venda também na


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